PARI PASSU

O acompanhamento, a par e passo, da vida nas Ilhas dos Açores, desde a economia e política até à cultura e religião.

22.2.06

A Cubanização dos Açores

Vivemos numa Região minúscula, com um evidente sistema de partido quási-único, com um governo com um atípico apetite empresarial, que cria empresas públicas para tudo e para nada, que intervem intensamente na economia das ilhas, que parte e reparte avultados recursos financeiros a seu belo prazer e que é patrão de um quinto da sua população activa. Vivemos numa Região onde também o poder local apresenta evidente vocação mercantil, com empresas municipais a serem criadas em catadupa, com parcerias público-privadas a serem lançadas, com pão e música em doses excessivas e obsessivas. Vivemos numa Região em que o governo especializa-se na desorçamentação da despesa pública e as autarquias especializam-se em contornar a lei do endividamento, tudo isto às claras, na mais franca impunidade.
Só faltava agora o presidente do governo, o todo poderoso desta Região, afirmar(aconteceu hoje) que os empresários devem e podem pagar mais aos seus trabalhadores, para concluirmos: estamos num processo irreversível de cubanização das ilhas dos Açores. Onde a colectivação dos meios de produção parece ser o desejo de governantes e autarcas, a troco da ideia da persistência de timidez empresarial nas ilhas. Posted by Picasa

1 Comments:

At 9:59 da manhã, Anonymous mpereira said...

As parcerias público-privadas são bem-vindas numa região como a nossa, porque na RAA existe, de facto, uma timidez empresarial que se prende sobretudo com os parcos recursos dos ilhéus. Contudo, os órgãos de poder não podem querer substituir-se à iniciativa privada em todas as áreas.
O controlo existente é pouco, o TC só pode relatar, cabendo à ALR e ao MP requerer julgamento dos factos. Mas,felizmente, a sociedade civil também está desperta, de que é exemplo o seu blog. Continue.

 

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